Em certas noites, nem todos os gatos são pardos.
Em certas noites a lua não é feita de queijo.
Em certas noites não existem afagos.
Certas noites não terminam com beijo...
Tem certas noites que o sono não chega.
Em certas noites não se come macarronada.
Em certas noites não existem amigos.
"Certas noites" tem gosto de nada.
Em certas noites não existe alegria.
Em certas noites só existe o medo.
São estas noites as que não acabam
e são estas noites que morrem no meio.
Rhangel Ribeiro
segunda-feira, 27 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Não entendeu:Deixa (o bobo na casca do Ovo) 2.0
Para beber: leite.
Para comer: peixe.
Para dormir: deite.
Se não é de seu deleite,
Dê um jeito e se ajeite.
Casca quebra (avisei-te)
E você frita no azeite.
(Rhangel Ribeiro)
(Com revisão do grande poeta Ivan Justen Santana)
(Com revisão do grande poeta Ivan Justen Santana)
domingo, 12 de junho de 2011
Não entendeu:Deixa (o bobo na casca do Ovo)
Para beber : Leite
Para comer: Peixe
Para dormir : deite
Se não é de seu deleite.
Da um jeito e se ajeite.
A casca quebra,meu amigo.
E tu vai fritar no azeite.
Rhangel Ribeiro
Para comer: Peixe
Para dormir : deite
Se não é de seu deleite.
Da um jeito e se ajeite.
A casca quebra,meu amigo.
E tu vai fritar no azeite.
Rhangel Ribeiro
sexta-feira, 10 de junho de 2011
O último pesadelo
Me vesti de Zorro.
Me senti bizarro.
Pareci "bizorro".
Me tirararm sarro.
Montei num "bizerro".
Me senti um burro.
Defequei esterco.
Só faltou o zurro.
Com cara de medo
me assumi um zero.
Me vi um erro.
Merecia um murro.
Me assustei bisonho.
Em acordar um urro.
Fui andar de carro,
foi um sonho duro.
E é assim que eu morro.
de cara num muro.
Rhangel Ribeiro
Me senti bizarro.
Pareci "bizorro".
Me tirararm sarro.
Montei num "bizerro".
Me senti um burro.
Defequei esterco.
Só faltou o zurro.
Com cara de medo
me assumi um zero.
Me vi um erro.
Merecia um murro.
Me assustei bisonho.
Em acordar um urro.
Fui andar de carro,
foi um sonho duro.
E é assim que eu morro.
de cara num muro.
Rhangel Ribeiro
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Enfado
Ta tudo tão parado.
Tão quieto.
Tudo no mesmo lugar.
tudo quanto é tipo de nada.
Sem a graça dos contos de fada,
que mamãe costumava contar.
Sinceramente eu não me entendo,
essa minha personalidade peculiar.
Esse meu comportamento que é ao mesmo tempo
rebelde e exemplar.
Esse negócio de detestar o tédio e a agitação.
Essa coisa..."sem sal nem açúcar",
"nem arroz nem feijão".
Mas hoje é diferente.
É ainda mais evidente
o vazio em meu olhar.
Observando esse "tal tudo"sem nada pra atrapalhar.
Continuo aqui sozinho.
Precisando de um gole de vinho.
Brincando com o pulverizador.
Não sei se preciso de frio ou se prefiro o calor.
Só sei que não quero estar na hora
em que esse meu tédio de agora
se converter em eterna dor.
(Rhangel Ribeiro)
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