Vou vestir minha farda
pra me sentir mais seguro.
Deixar crescer minha barba
pra me sentir mais maduro.
Vou acendendo um cigarro
pra me camuflar na fumaça.
Vou viver tirando sarro
de um jeito que só eu acho graça.
Vou beber um litro de vinho
pra me integrar socialmente.
Assim não me sinto sozinho
muito menos tão diferente.
Depois vou sair pra gastar
o dinheiro que ainda não tenho.
Vou mudar tudo de lugar
ao som do jazz caribenho.
Eu sou um cara moderno
pareço um cara feliz.
Mas as vezes minha vida é um inferno
e sempre fica uma cicatriz.
Passo uns dias grudado na net
se preciso fugir de mim mesmo.
Vou aos doces até a diabetes,
engordo de tanto torresmo.
Mas quanto a isso não existe perigo...
antes de deprimir dou uma festa.
Danço, canto e brigo,
pago por injeção na testa.
Estou atrás das coisas que faço
uns admiram, outros tem pena.
Alguns me chamam homem de aço
outros me chamam garoto problema.
(Rhangel Ribeiro)
domingo, 11 de dezembro de 2011
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
Tragicômico
Essa é a historia de um cara:
Um estranho bateu sua porta
oferecendo-lhe balas especiais
dizendo " Essa bala corta
os problemas sentimentais."
Na hora ele aceitou
a bala milagrosa
entrou, se sentou
e engoliu uma com gazoza.
Com uma única bala
ele perdeu a noção
e convidou os ratos do porão
para um pequeno jantar de gala.
E nessa "galinha"
ficaram até as 8.
Ele comeu empadinha
e os ratos biscoito.
Conversaram e beberam
duas ou três taças de vinho.
Depois das 8 e meia ele pulou e dançou sozinho
e os ratos cantaram.
Depois tomou café
com leite de rosas.
Pegou o copo com o pé
e achou a coisa mais gostosa.
O criado mudo
lhe contou anedotas.
Viu a cama virar X tudo,
gafanhoto dando cambalhota.
Viu borboletas coloridas
e o céu dentro de casa.
Viu o frango voltar a vida
e viu que tinha ganhado asas.
E nessa alegria
subiu até o ultimo andar
e pulou lá de cima
achando que ia voar.
FIM
.
(Rhangel Ribeiro)
Um estranho bateu sua porta
oferecendo-lhe balas especiais
dizendo " Essa bala corta
os problemas sentimentais."
Na hora ele aceitou
a bala milagrosa
entrou, se sentou
e engoliu uma com gazoza.
Com uma única bala
ele perdeu a noção
e convidou os ratos do porão
para um pequeno jantar de gala.
E nessa "galinha"
ficaram até as 8.
Ele comeu empadinha
e os ratos biscoito.
Conversaram e beberam
duas ou três taças de vinho.
Depois das 8 e meia ele pulou e dançou sozinho
e os ratos cantaram.
Depois tomou café
com leite de rosas.
Pegou o copo com o pé
e achou a coisa mais gostosa.
O criado mudo
lhe contou anedotas.
Viu a cama virar X tudo,
gafanhoto dando cambalhota.
Viu borboletas coloridas
e o céu dentro de casa.
Viu o frango voltar a vida
e viu que tinha ganhado asas.
E nessa alegria
subiu até o ultimo andar
e pulou lá de cima
achando que ia voar.
FIM
.
(Rhangel Ribeiro)
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Os vários nãos
Não julgue se não for mais velho.
Não se julgue velho até começar a resmungar.
Não resmungue se não for levado a sério.
Não leve a sério alguém que só quer brincar.
Não brinque com quem tem o pavio curto.
Não curta tudo o que te faz calar.
Não se cale tendo isso como fuga.
Não fuja quando a guerra começar.
Não comece uma guerra de proposito.
Não tenha um proposito subliminar.
Não sublinhe se não for importante.
Não se importe se não for incomodar.
Não incomode os amigos e as visitas.
Não visite alguém na hora do jantar.
Não jante com os cotovelos sobre a mesa.
Não coma a sobremesa antes de rezar.
Não reze para objetos e seres inanimados.
Não se anime se o momento é de chorar.
Não chore quando levar um não.
O 'não' é uma palavra mágica.
(Rhangel Ribeiro)
Não se julgue velho até começar a resmungar.
Não resmungue se não for levado a sério.
Não leve a sério alguém que só quer brincar.
Não brinque com quem tem o pavio curto.
Não curta tudo o que te faz calar.
Não se cale tendo isso como fuga.
Não fuja quando a guerra começar.
Não comece uma guerra de proposito.
Não tenha um proposito subliminar.
Não sublinhe se não for importante.
Não se importe se não for incomodar.
Não incomode os amigos e as visitas.
Não visite alguém na hora do jantar.
Não jante com os cotovelos sobre a mesa.
Não coma a sobremesa antes de rezar.
Não reze para objetos e seres inanimados.
Não se anime se o momento é de chorar.
Não chore quando levar um não.
O 'não' é uma palavra mágica.
(Rhangel Ribeiro)
sábado, 10 de setembro de 2011
Das coisas entre o céu e a terra...
Entre o céu e a terra partículas
De oxigênio compunham o ar
Pilares humanos de terras longínquas
Constroem a arte a cantar...
Entre o céu e a terra
A vastidão dos oceanos
que fazem querer ser peixes
os pobres seres humanos.
Entre o céu e a terra
Fagulhas, poeiras de sonhos...
E a natureza chora rasteira
“Vivendo” em pleno abandono.
Entre o céu e a terra
um silêncio e uma brisa pouca
como aquele silêncio no espaço
entre o nariz e a boca.
Rhangel Ribeiro e Luana Lagreca
De oxigênio compunham o ar
Pilares humanos de terras longínquas
Constroem a arte a cantar...
Entre o céu e a terra
A vastidão dos oceanos
que fazem querer ser peixes
os pobres seres humanos.
Entre o céu e a terra
Fagulhas, poeiras de sonhos...
E a natureza chora rasteira
“Vivendo” em pleno abandono.
Entre o céu e a terra
um silêncio e uma brisa pouca
como aquele silêncio no espaço
entre o nariz e a boca.
Rhangel Ribeiro e Luana Lagreca
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Olga e a alga
Olga viu o mar e entrou na água,
resolveu tomar um banho.
Olga viu uma alga
e na alga viu algo de estranho.
Olga nunca tinha visto
uma alga daquele tamanho.
Olga viu algo na água:
Eram algas de montão,
e algo escondido nas algas
chamou a sua atenção.
Olga então se viu fascinada
e embrenhou-se na floresta de algas.
Sonhava ser a sereia
que ouvira nos contos de fada.
Sua mãe a esperava na areia
e as algas já lhe cobriam a nalga.
Então, Olga no meio das algas
viu uma porta quadrada.
Olga entrou pela porta
e por ali não tinha nada.
A porta não mais se abriu,
e Olga morreu afogada.
Rhangel Ribeiro
resolveu tomar um banho.
Olga viu uma alga
e na alga viu algo de estranho.
Olga nunca tinha visto
uma alga daquele tamanho.
Olga viu algo na água:
Eram algas de montão,
e algo escondido nas algas
chamou a sua atenção.
Olga então se viu fascinada
e embrenhou-se na floresta de algas.
Sonhava ser a sereia
que ouvira nos contos de fada.
Sua mãe a esperava na areia
e as algas já lhe cobriam a nalga.
Então, Olga no meio das algas
viu uma porta quadrada.
Olga entrou pela porta
e por ali não tinha nada.
A porta não mais se abriu,
e Olga morreu afogada.
Rhangel Ribeiro
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