sábado, 26 de novembro de 2011

Tragicômico

Essa é a historia de um cara:

Um estranho bateu sua porta
oferecendo-lhe  balas especiais
dizendo " Essa bala corta
os problemas sentimentais."

Na hora ele aceitou
a bala milagrosa
entrou, se sentou
e engoliu uma com gazoza.

Com uma única bala
ele perdeu a noção
e convidou os ratos do porão
para um pequeno jantar de gala.

E nessa "galinha"
ficaram até as 8.
Ele comeu empadinha
e os ratos biscoito.

Conversaram e beberam
duas ou três taças de vinho.
Depois das 8 e meia ele pulou e dançou sozinho
e os ratos cantaram.

Depois tomou café
com leite de rosas.
Pegou o copo com o pé
e achou a coisa mais gostosa.

O criado mudo
lhe contou anedotas.
Viu a cama virar  X tudo,
gafanhoto dando cambalhota.

Viu borboletas coloridas
e o céu dentro de casa.
Viu o frango voltar a vida
e viu que tinha ganhado asas.

E nessa alegria
subiu até o ultimo andar
e pulou lá de cima
achando que ia voar.

FIM

.



(Rhangel Ribeiro)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Os vários nãos

Não julgue se não for mais velho.
Não se julgue velho até começar a resmungar.
Não resmungue se não for levado a sério.
Não leve a sério alguém que só quer brincar.
Não brinque com quem tem o pavio curto.
Não curta tudo o que te faz calar.
Não se cale tendo isso como fuga.
Não fuja quando a guerra começar.
Não comece uma guerra de proposito.
Não tenha um proposito subliminar.
Não sublinhe se não for importante.
Não se importe se não for incomodar.
Não incomode os amigos e as visitas.
Não visite alguém na hora do jantar.
Não jante com os cotovelos sobre a mesa.
Não coma a sobremesa antes de rezar.
Não reze para objetos e seres inanimados.
Não se anime se o momento é de chorar.
Não chore quando levar um não.
O 'não' é uma palavra mágica.


(Rhangel Ribeiro)

sábado, 10 de setembro de 2011

Das coisas entre o céu e a terra...

Entre o céu e a terra partículas
De oxigênio compunham o ar
Pilares humanos de terras longínquas
Constroem a arte a cantar...

Entre o céu e a terra
A vastidão dos oceanos
que fazem querer ser peixes
os pobres seres humanos.

Entre o céu e a terra
Fagulhas, poeiras de sonhos...
E a natureza chora rasteira
“Vivendo” em pleno abandono.

Entre o céu e a terra
um silêncio e uma brisa pouca
como aquele silêncio no espaço
entre o nariz e a boca.

Rhangel Ribeiro e Luana Lagreca

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Olga e a alga

Olga viu o mar e entrou na água,

resolveu tomar um banho.
Olga viu uma alga
e na alga viu algo de estranho.
Olga nunca tinha visto
uma alga daquele tamanho.


Olga viu algo na água:
Eram algas de montão,
e algo escondido nas algas
chamou a sua atenção.


Olga então se viu fascinada
e embrenhou-se na floresta de algas.
Sonhava ser a sereia 
que ouvira nos contos de fada.
Sua mãe a esperava na areia
e as algas já lhe cobriam a nalga.


Então,  Olga no meio das algas
viu uma porta quadrada.
Olga entrou pela porta
e por ali não tinha nada.
A porta não mais se abriu,
e Olga morreu afogada.



Rhangel Ribeiro

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Poema confuso de alguém perdido

Não sei pra onde vou.
Não sei me definir.
Não sei bem quem eu sou.
Não sei pra onde ir.

Dentro de mim sou vários,
e também  só mais um ninguém.
Sou tudo: O malandro, o otário...
Procurando ser alguém.

Dentro do próprio labirinto,
procurando me encontrar...
Sou fingidor e nunca minto.
Em lugar nenhum, em todo lugar.

Acho que estou perdido,
em meio aos EUs que inventei.
Em todos os sentidos
e sem sentido o  que vai ser...
Não sei.

 (Rhangel Ribeiro)


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Preguiçoso

Preciso dormir um pouquinho
não quero sair lá fora,
por favor,  me deixe sozinho
feche a porta e vá embora.


Pare de me acordar,
me deixe aqui...só mais um pouquinho.
Eu preciso descansar.
Por favor,  me deixe sozinho.


Preciso ficar só,
só por agora.
Não tenha pena nem dó.
mas preciso de mais uma hora.

Mãe...ainda é cedo.
Me deixe ficar aqui deitado.
Não...não é por medo
É que tenho um sonho e não foi acabado.
                                                                           Rhangel Ribeiro